domingo, 2 de março de 2008
Filósofos do sec. XXI
Miguel Baptista Pereira, Experiência e Sentido
sábado, 23 de fevereiro de 2008
A DÉCADA DE DEZ
Nesta época popularizou-se a rádio como média de massas e também o automóvel como meio de transporte, com a indústria à época dominada pela Ford.
Foi também uma época de alta secularização na Europa, ao mesmo tempo que vários movimentos filosóficos como o Pentecostalismo e o Esoterismo (Teosofia, Rosacrucianismo, etc.) cresciam na América. Cresciam também os movimentos artísticos modernistas, especialmente na pintura (cubismo, dadaísmo) e na música (dodecafonismoo, jazz).

Recolha informações sobre uma das palavras sublinhadas no texto de apresentação desta DÉCADA.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA 5 DE OUTUBRO 1910



Postal com retratos dos ministros do Governo Provisório saído da revolução republicana. Em cima, da esquerda para a direita: Bernardino Machado, António José de Almeida, Azevedo Gomes, Correia Barreto e António Luís Gomes; em baixo, da esquerda para a direita: Afonso Costa, Teófilo Braga e José Relvas.
(Documentos Carvalhão Duarte/ Fundação Mário Soares)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
A IMPLANTAÇÃO DA PRIMEIRA REPÚBLICA
· [Revolução Republicana]
"Lisboa amanheceu hoje ao som do troar da artilharia. Proclamada por importantes forças do exército, por toda a armada e auxiliada pelo concurso popular, a República tem hoje o seu primeiro dia de Hisória. A marcha dos acontecimentos, até à hora em que escrevemos, permite alimentar toda a esperança de um definido triunfo [...] não se faz ideia do entusiasmo que corre na cidade. O povo está verdadeiamente louco de satisfação. Pode dizer-se que toda a população de Lisboa está na rua vitoriando a república." (Jornal O MUNDO de 5 de Outubro de 1910)
· [Implantação da Republica]
"O Governo Provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar, que com o povo instituiu a Republica para felicidade da Pátria. Confio no patriotismo de todos. E porque a Republica para todos é feita, espero que os oficiais do Exército e da armada que não tomaram parte no movimento se apresentem no Quartel General, a garantir por sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regime." (Edital da Proclamação da República (Teófilo Braga), Lisboa, 5 de Outubro de 1910)
"Hoje, 5 de Outubro de 1910, às 11 horas da manhã, foi proclamada a República em Portugal na Sala Nobre do Município de Lisboa, depois de ter terminado o movimento da revolução nacional. Constituiu-se imediatamente o Governo Provisório sob a Presidência do Dr. Teófilo Braga" (Diário do Governo, 6 de Outubro de 1910)
Sugestões de trabalhos: comentar os documentos; elaboar pequenas biografias dos protagonistas deste movimento, a cronologia dos dias da revolução, as organizações e partidos políticos intervenientes neste processo, seleccionar imagens que ilustrem este acontecimento e outros que vocês imaginem.
A Implantação da República em Portugal


A queda da Monarquia já era de esperar. Dois anos antes D. Carlos e D. Luíz Filipe haviam sido assassinados por activistas republicanos. O reinado de D. Manuel II tentou apaziguar a vida do país sem sucesso. Foi um reinado fraco e inexperiente. Apesar de o 5 de Outubro não ter sido uma verdadeira revolução popular, mas sobretudo um golpe de estado centrado em Lisboa, a nova situação acabou por ser aceite no país e poucos acreditaram na possibilidade de num regresso à Monarquia.
Seguiu-se um período de democracia republicana, caracterizado por forte instabilidade política, conflitos com a Igreja, mas também grandes progressos na educação pública. A chamada I República Portuguesa terminou em 1926, com o golpe de 28 de Maio, a que se seguiram muitos anos de ditadura.
Após o 5 de Outubro foi substituída a bandeira portuguesa. As cores verde e vermelho significam, respectivamente, a esperança e o sangue dos heróis. A esfera armilar simboliza os Descobrimentos, os sete castelos representam os primeiros castelos conquistados por D. Afonso Henriques, as cinco quinas significam os cinco reis mouros vencidos por este Rei e, finalmente, os cinco pontos em cada uma as cinco chagas de Cristo. O hino A Portuguesa , composto por Alfredo Keil tornou-se o hino nacional.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Recordando a primeira década do século XX



Para os alunos de História das turmas D e E do 10º Ano
Recordando a primeira década do século XX
Os primeiros anos do século XX serão sempre recordados como tempos de paz e de crença no progresso que conduziria à felicidade dos Europeus.
Foi com Esperança que se entrou no século XX. Uns esperavam manter as suas grandes fortunas, enquanto outros, vivendo abaixo dos limites da pobreza, aguardavam melhores condições de vida.
Os jornais circulavam ao mesmo tempo que aumentava o número de leitores; os artistas plásticos enveredavam por novos caminhos, rompendo com o tradicionalismo e o academismo; o Manifesto Futurista de Marineti glorificava as máquinas e a ciência moder
na; Einstein preparava a revolução na Física; Freud desvendava os mistérios do subconsciente humano. Ciência e Tecnologia avançavam lado a lado, exibindo-se em exposições industriais ou colocando Louis Blériot, num monoplano, a atravessar pela primeira vez o Canal da Mancha enquanto, no outro lado do Atlântico
, o Ford T se tornava o primeiro automóvel popular.
A cultura de massas afirmava-se com a intensidade e a emoção que desperta o cinema, o desporto, a rádio, os folhetins ou os livros de aventuras.
Esta foi uma década de fascínio, de sonho, de magia. Quem a viveu irá recordá-la como um tempo irrepetível destruído pelas atrocidades que se abateram sobre a Europa, na década seguinte, durante a Grande Guerra.
Trabalho – Ilustrar a primeira década do século XX com Cronologias (principais acontecimentos, inventos, científicos e técnicos, movimentos artísticos) e com a biografia de personalidades marcantes desta década.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
" A vida é como uma caixa de chocolates...nunca se sabe oque se vai encontrar." Do filme, Forrest Gump, um filme do Séc. XX
Forrest Gump - O Contador de HistóriasTom Hanks emociona os espectadores neste filme que ganhou 6 Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. Com direção de Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro) e Sally Field e Gary Sinise no elenco
Ficha TécnicaTítulo Original: Forrest GumpGênero: DramaTempo de Duração: 141 minutosAno de Lançamento (EUA): 1994Estúdio: Paramount PicturesDistribuição: Paramount Pictures / UIPDireção: Robert ZemeckisRoteiro: Eric Roth, baseado em livro de Winston GroomProdução: Wendy Finerman, Steve Starkey e Steve TischMúsica: Alan SilvestriDireção de Fotografia: Don BurgessDesenho de Produção: Rick CarterDireção de Arte: Leslie McDonald e William James TeegardenFigurino: Joanna JohnstonEdição: Arthur SchmidtEfeitos Especiais: Industrial Light & Magic
Elenco: Tom Hanks (Forrest Gump)Robin Wright (Jenny Curran)Gary Sinise (Tenente Dan Taylor)Mykelti Williamson (Bubba Blue)Sally Field (Mrs. Gump)Michael Conner Humphreys (Jovem Forrest Gump)Haley Joel Osment (Forrest Gump Jr.)
Sinopse: Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de rapaz com QI abaixo da média que, por obra do acaso, consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate.
Questão para os alunos: relaciona este filme( que vais ver nas aulas) com as condicionantes da acção humana, que estás agora a estudar nas aulas de Filosofia.
sábado, 17 de novembro de 2007
O século do horror e do progresso

Os Historiadores defendem que há séculos longos e curtos. O século XX teria sido curto, mas cheio. Um pouco mais de setenta anos, se considerarmos que o deflagrar da Grande Guerra em 1914 marca o fim do século XIX, com a primeira grande industrialização da matança, e que a centúria se conclui em 1991 com o desaparecimento da maior experiência em utopia da história: o comunismo soviético. (…) O século XX, que se inaugura com a Europa ainda senhora do mundo, e com o médico vienense, Sigmund Freud, entregue à exploração da mente humana (…). Neste período eclodem duas guerras mundiais, centenas de confrontos militares de toda a ordem, o holocausto do povo judeu pela barbárie nazi e a substituição da Europa, inicialmente pela diarquia dos Estados Unidos e da União Soviética e, mais recentemente, só por Washington. Mas o século XX é também aquele que assistiu ao maior progresso técnico-científico jamais conhecido, a avanços portentosos no conhecimento da natureza, e a uma explosão de criatividade indagadora e revolucionária nos campos das letras e das artes. O já citado Freud, Einstein e Picasso são exemplo de três nomes universais para um século, cujo último frémito é a unificação informativa e mediática do mundo: a Net seria, por isso, um quarto nome.
Século XX, Homens, mulheres e factos que mudaram a história, Público, El País, 2000





