quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A Implantação da República em Portugal




O Que Foi o 5 de Outubro?











Nos dias 4 e 5 de Outubro de 1910 alguns militares da Marinha e do Exército iniciaram uma revolta nas guarnições de Lisboa, com o objectivo de derrubar a Monarquia. Juntamente com os militares estiveram a Carbonária e o as estruturas do PRP (Partido Republicano Português). Na tarde desse dia, José Relvas, em nome do Directório do PRP, proclamou a República à varanda da Câmara Municipal de Lisboa. No dia 6 o novo regime foi proclamado no Porto e, nos dias seguintes, no resto do país. Em Braga foi-o no dia 7, tendo tomado posse da Câmara o Dr Manuel Monteiro.
A queda da Monarquia já era de esperar. Dois anos antes D. Carlos e D. Luíz Filipe haviam sido assassinados por activistas republicanos. O reinado de D. Manuel II tentou apaziguar a vida do país sem sucesso. Foi um reinado fraco e inexperiente. Apesar de o 5 de Outubro não ter sido uma verdadeira revolução popular, mas sobretudo um golpe de estado centrado em Lisboa, a nova situação acabou por ser aceite no país e poucos acreditaram na possibilidade de num regresso à Monarquia.
Seguiu-se um período de democracia republicana, caracterizado por forte instabilidade política, conflitos com a Igreja, mas também grandes progressos na educação pública. A chamada I República Portuguesa terminou em 1926, com o golpe de 28 de Maio, a que se seguiram muitos anos de ditadura.
Após o 5 de Outubro foi substituída a bandeira portuguesa. As cores verde e vermelho significam, respectivamente, a esperança e o sangue dos heróis. A esfera armilar simboliza os Descobrimentos, os sete castelos representam os primeiros castelos conquistados por D. Afonso Henriques, as cinco quinas significam os cinco reis mouros vencidos por este Rei e, finalmente, os cinco pontos em cada uma as cinco chagas de Cristo. O hino A Portuguesa , composto por Alfredo Keil tornou-se o hino nacional.










Para que a primeira década do século XX fique mais rica, temos que trabalhar a História de Portugal e dar destaque à Implantação da República em 1910.


Este é o trabalho que vos proponho para o primeiro mês de 2008. Começar o ano com uma REVOLUÇÃO.


TRABALHOS CURTOS, MAS PESSOAIS!!! FIM AO COPY/PAST!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Recordando a primeira década do século XX





Para os alunos de História das turmas D e E do 10º Ano

Recordando a primeira década do século XX

Os primeiros anos do século XX serão sempre recordados como tempos de paz e de crença no progresso que conduziria à felicidade dos Europeus.

Foi com Esperança que se entrou no século XX. Uns esperavam manter as suas grandes fortunas, enquanto outros, vivendo abaixo dos limites da pobreza, aguardavam melhores condições de vida.

Os jornais circulavam ao mesmo tempo que aumentava o número de leitores; os artistas plásticos enveredavam por novos caminhos, rompendo com o tradicionalismo e o academismo; o Manifesto Futurista de Marineti glorificava as máquinas e a ciência moderna; Einstein preparava a revolução na Física; Freud desvendava os mistérios do subconsciente humano. Ciência e Tecnologia avançavam lado a lado, exibindo-se em exposições industriais ou colocando Louis Blériot, num monoplano, a atravessar pela primeira vez o Canal da Mancha enquanto, no outro lado do Atlântico, o Ford T se tornava o primeiro automóvel popular.

A cultura de massas afirmava-se com a intensidade e a emoção que desperta o cinema, o desporto, a rádio, os folhetins ou os livros de aventuras.

Esta foi uma década de fascínio, de sonho, de magia. Quem a viveu irá recordá-la como um tempo irrepetível destruído pelas atrocidades que se abateram sobre a Europa, na década seguinte, durante a Grande Guerra.

Trabalho – Ilustrar a primeira década do século XX com Cronologias (principais acontecimentos, inventos, científicos e técnicos, movimentos artísticos) e com a biografia de personalidades marcantes desta década.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

" A vida é como uma caixa de chocolates...nunca se sabe oque se vai encontrar." Do filme, Forrest Gump, um filme do Séc. XX

Forrest Gump - O Contador de Histórias

Tom Hanks emociona os espectadores neste filme que ganhou 6 Oscars, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. Com direção de Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro) e Sally Field e Gary Sinise no elenco

Ficha TécnicaTítulo Original: Forrest GumpGênero: DramaTempo de Duração: 141 minutosAno de Lançamento (EUA): 1994Estúdio: Paramount PicturesDistribuição: Paramount Pictures / UIPDireção: Robert ZemeckisRoteiro: Eric Roth, baseado em livro de Winston GroomProdução: Wendy Finerman, Steve Starkey e Steve TischMúsica: Alan SilvestriDireção de Fotografia: Don BurgessDesenho de Produção: Rick CarterDireção de Arte: Leslie McDonald e William James TeegardenFigurino: Joanna JohnstonEdição: Arthur SchmidtEfeitos Especiais: Industrial Light & Magic

Elenco: Tom Hanks (Forrest Gump)Robin Wright (Jenny Curran)Gary Sinise (Tenente Dan Taylor)Mykelti Williamson (Bubba Blue)Sally Field (Mrs. Gump)Michael Conner Humphreys (Jovem Forrest Gump)Haley Joel Osment (Forrest Gump Jr.)

Sinopse: Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de rapaz com QI abaixo da média que, por obra do acaso, consegue participar de momentos cruciais, como a Guerra do Vietnã e Watergate.



Questão para os alunos: relaciona este filme( que vais ver nas aulas) com as condicionantes da acção humana, que estás agora a estudar nas aulas de Filosofia.

sábado, 17 de novembro de 2007

O século do horror e do progresso



Os Historiadores defendem que há séculos longos e curtos. O século XX teria sido curto, mas cheio. Um pouco mais de setenta anos, se considerarmos que o deflagrar da Grande Guerra em 1914 marca o fim do século XIX, com a primeira grande industrialização da matança, e que a centúria se conclui em 1991 com o desaparecimento da maior experiência em utopia da história: o comunismo soviético. (…) O século XX, que se inaugura com a Europa ainda senhora do mundo, e com o médico vienense, Sigmund Freud, entregue à exploração da mente humana (…). Neste período eclodem duas guerras mundiais, centenas de confrontos militares de toda a ordem, o holocausto do povo judeu pela barbárie nazi e a substituição da Europa, inicialmente pela diarquia dos Estados Unidos e da União Soviética e, mais recentemente, só por Washington. Mas o século XX é também aquele que assistiu ao maior progresso técnico-científico jamais conhecido, a avanços portentosos no conhecimento da natureza, e a uma explosão de criatividade indagadora e revolucionária nos campos das letras e das artes. O já citado Freud, Einstein e Picasso são exemplo de três nomes universais para um século, cujo último frémito é a unificação informativa e mediática do mundo: a Net seria, por isso, um quarto nome.

Século XX, Homens, mulheres e factos que mudaram a história, Público, El País, 2000